Neo-realismo

<font color=0094E0>O seu nascimento há 70 anos</font>

Anselmo Dias
Anos trinta. Anos de chumbo. Anos em que a abstrusidade fascista levou Benito Mussolini, em 1935, a declarar que:«O fascismo, antes de tudo no que diz respeito em geral ao futuro e à evolução da humanidade, não crê na possibilidade e na utilização da paz perpétua. Repele, portanto, o pacifismo, que esconde uma renúncia à luta e uma vilania perante o sacrifício. Somente a guerra pode levar todas as energias humanas à máxima tensão, imprimindo um cunho de nobreza aos povos que têm a virtude de enfrentá-la».
A apologia da guerra estava na ordem do dia. No ano seguinte, a estas declarações de Mussolini, Franco, com o apoio da Alemanha nazi e da Itália fascista, sem esquecer o importante papel de Salazar, inicia a guerra civil na Espanha, a qual constituiu a ante-câmara da 2.ª guerra mundial desencadeada três anos depois, ou seja, colocado em Madrid um governo fascista, Hitler, que anteriormente, com a cumplicidade da Inglaterra e da França, havia, em nome desse vil desígnio nazi conhecido pelo «espaço vital», redesenhado o mapa político da Europa Central.
A lógica da barbárie espalhava-se pela Europa, dominada por Salazar, Franco, Mussolini, Hitler, Horty e outras figuras afins, desde a frente Atlântica até à fronteira ocidental da União Soviética, salvo pequenas excepções sob a forma de governos burgueses, a que se junta a Frente Popular em França.
A segunda metade da década de trinta constitui uma página trágica na história da humanidade levada a cabo pelo nazi-fascismo de que se salienta:
Em 1935 a Itália invade a Etiópia. Em 1936 Hitler provoca, à revelia do Tratado de Versalhes, a remilitarização da Renânia e assina o pacto anticomunista com o Japão. Em 1937 o Japão ataca militarmente a China. Em 1938 Hitler, com o apoio participativo dos nazis austríacos, anexa a Áustria e, com a cumplicidade da Inglaterra e da França, ocupa, na Checoslováquia, o território dos Sudetas a que se segue, no ano seguinte o desmembramento deste país, com o protectorado do governo nazi sobre a Boémia e a Morávia. Em 1939, a Alemanha dá inicio à 2.ª guerra mundial, após a invasão da Polónia.
A barbárie nazi-fascista globaliza todas as componentes sociais: a fascização dos sindicatos, a censura, a proibição de partidos políticos, as perseguições a minorias étnicas, as prisões e o encarceramento em campos de concentração de democratas, sobretudo de comunistas, a par da implementação de um modelo económico, no qual se entrelaçam, em sintonia perfeita, os interesses dos grandes detentores do capital com as ditaduras vigentes.
Eis, em síntese, o caldo de cultura existente numa parte significativa na Europa ocidental e central.
Mas os actores destas monstruosidades não estavam sós. Havia quem resistisse. Havia quem lutasse.
Recorde-se que no ano em Benito Mussolini declara que «...Somente a guerra pode levar todas as energias humanas à máxima tensão...» é o ano do VII Congresso da Internacional Comunista, no qual participou, Álvaro Cunhal e o então Secretário-Geral do PCP, Bento Gonçalves, cuja prisão ocorre pouco tempo depois do seu regresso de Moscovo.
Este Congresso, precedido de reuniões preparatórias, embora, ao que julgamos, não tenha referido expressamente o papel dos intelectuais na procura de novas correntes estéticas tendentes a valorizar a envolvente social, destacou, de forma indelével, «a necessidade do estabelecimento da unidade da classe operária e, na sua base, de uma larga frente das forças democráticas», fomentando a intervenção dos comunistas no interior dos sindicatos fascistas e no desenvolvimento do trabalho unitário, cuja expressão politica mais abrangente resultou na Frente Popular, em França, no ano de 1934 e, posteriormente, em 1936, na Espanha.
Não surpreende, pois, como refere Alexandre Pinheiro Torres (APT) que tivesse havido, no contexto das reuniões preparatórias e do próprio Congresso da Internacional Comunista, «...a polarização dos intelectuais marxistas portugueses em torno de algumas revistas literárias que surgiram logo nesse ano e no seguinte».
Em 31/1/1935, Álvaro Salema, publicou um artigo que, no entender de APT «...o torna no porta-voz de uma série de indícios que, somados e consciencializados, vão operar o corte que o Neo-realismo... ia estabelecer em relação ao socialismo burguês do século XIX...».
Em 1938 é, pela primeira vez, utilizado, no contexto da realidade portuguesa, por Joaquim Namorado, a expressão Neo-Realismo.
No ano seguinte, em Dezembro de 1939, no seguimento de um processo cumulativo sobre o papel do processo criativo e a sua ligação à vida, é publicado «Gaibéus» cujo acontecimento, na opinião dos historiadores literários, marca, em Portugal, o aparecimento do Neo-Realismo.
Do que é que trata Gaibéus e o que é o Neo-Realismo são pois os temas que procuramos tratar, como forma modesta de assinalar o 70.º aniversário da introdução do Neo-realismo, em Portugal.

Os gaibéus

Gaibéus, segundo o seu autor, germinou no ambiente histórico atrás referido «e foi consciência alertada antes de ser romance. Quem o ler, portanto, deve ligá-lo às coordenadas da história de então. Só dessa forma saberá lê-lo na íntegra». Na opinião da Alves Redol este livro «nunca se libertará, e ainda bem, da hora trágica e consciente que o viu nascer».
Em jeito de introdução ao romance, o seu autor deixou o seguinte testemunho:
«Este romance não pretende ficar na literatura como obra de arte. Quer ser, antes de tudo, um documentário humano fixado no Ribatejo. Depois, disso, será o que os outros entenderem.»
Embora haja quem afirme que Alves Redol ao escrever o que atrás escreveu pretendeu, apenas, ser polémico, sobretudo com os seguidores da corrente literária hegemonizada, desde 1927, pela Presença, e cuja figura proeminente foi José Régio, o certo é que, com Gaibéus, a intenção do escritor foi a de valorizar o colectivo, enquanto grupo social, em detrimento de retratar o Herói, segundo os ultrapassados cânones naturalistas ou, mesmo, românticos, ou seja: Gaibéus encerra um conteúdo que nada tem a ver com correntes literárias anteriores, quer elas, no século XIX, tenham decorrido da ideologia dos «Vencidos da Vida», muito influenciados pelo socialismo utópico, quer dos partidários da «arte pela arte» inseridos nos movimentos literários em torno das Revistas «Orpheu» e «Presença» surgidas, respectivamente, em 1915 e 1927 a cujos nascimentos os historiadores da nossa literatura associam a uma ruptura com os academismos então vigentes.
O objectivo de Alves Redol é perfeitamente claro: combater a tendência em circunscrever o mundo à volta do nosso próprio umbigo, à volta do «eu» e, em vez desse egocentrismo intelectual, retratar o contexto social em que as suas personagens se moviam.
Tal objectivo inseria-se, é certo, prioritariamente, no Realismo Socialista e na luta antifascista mas tinha, também, um objectivo de crítica à corrente literária que, não só subalternizava a intervenção política, como, numa altura em que o fascismo irrompia por essa Europa fora, levava José Régio a escrever:

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém
.


O mesmo José Régio que, mais tarde, repetindo o conformismo da sua corrente literária, havia de referir:

Vergo a cabeça sobre o peito,
Concentro os olhos sobre o umbigo,
E um coração que me hão desfeito
Chora de achar-se só comigo...


Em oposição ao próprio «umbigo» e à postura de «não acompanhar ninguém» Alves Redol insere-se no mundo laboral e cria personagens desse quotidiano de onde emergem as contradições de uma sociedade classista cuja destruição constituía um propósito de quem, no respeito pelo marxismo-leninismo, lutava pela «afirmação da realidade na arte e da transformação da realidade pela arte».
Que personagens eram estas?
Eram várias, tantas quantas as criadas pelo modelo de desenvolvimento vigente, sustentáculo de um fascismo já com 13 anos de vida. Eram os gaibéus, os caramelos, os rabezanos, os capatazes, «A Senhora Companhia», a dona do latifúndio e o representante desta, na lezíria. As personagens eram, pois, num plano mais destacado, os grupos sociais e num plano, embora importante, mas menos relevante, as pessoas individualizadas.
Os gaibéus eram oriundos do Norte, ao que tudo indica da zona montanhosa da Beira Baixa, muitos deles proprietários de pequenas courelas, sobrevivendo de uma pequena economia de subsistência, que, «acabados os dias duros das vindimas», rumavam a Sul, numa migração temporal, em ranchos, para os arrozais da planície ribatejana, onde, a troco, de um salário de miséria, os seus corpos «Quebram-se em dois, partidos pelos rins, cabeças pendidas como as panículas do arroz, que ciciam, entre si, lamentos brandos.»
De acordo com a caracterização dada por APT «o gaibéu só possui a camisa que traz no corpo. Se chove terá de secá-la no próprio dorso. Não há outra, nos alforges, que possa vestir. Todavia, lá na terra, hipotecada ou não, possui a sua courela. Vem, de longe, como gado, trabalhar na lezíria, onde os campinos nunca souberam o que era possuir terra. A imensa planície pertence só à «Senhora Companhia». Ninguém ali possui courelas, socalcos ou leiras».
A este grupo de explorados juntava-se um outro, os rabezanos, os trabalhadores da lezíria, que, embora, igualmente explorados olhavam para os gaibéus como gente intrusa, mal-amada porque:
«Se não fossem eles «os gaibéus», mais braços da Borda-dÁgua encontrariam trabalho na Lezíria. Os patrões querem pessoas que não tenham domingos e se alimente de jornas baixas. Por isso as mondas e ceifas são feitas por gaibéus e carmelos. E os rabezanos procuram nas fábricas e nas descargas dos cais o que o campo não lhes dá agora. Ainda bem, pensam muitos. Eles não podem olhar como camaradas os gaibéus e carmelos».
Há, pois, no meio da grande contradição gerada pelo antagonismo entre o capital e o trabalho, outras contradições, com menor expressão, é certo, mas contradições importantes. Falamos da postura dos gaibéus que, ao sujeitarem-se a formas aviltantes de retribuição salarial, provocavam o desdém do proletariado agrícola ribatejano, os rabezanos, comportamento muito acicatado pelos capatazes a soldo da «Senhora Companhia», a verdadeira usufrutuária de tal divisionismo.
Esta falta de unidade tinha, na altura, em plena ascensão do regime fascista uma leitura que se estendia ás forças políticas que combatiam o regime de Salazar. Era necessário, como reclamava o PCP, dar prioridade à criação de movimentos unitários, sustentada numa base social com carácter progressista.
Metaforicamente, Alves Redol, no seu romance, indica, sob a forma de ficção, o caminho.
O caminho é o caminho do futuro, expresso numa cena envolvendo sete jovens - quatro rabezanos e três gaibéus - os quais, segundo APT, numa determinada noite, «...acabam por se tornar amigos, como exemplo de plataforma possível de convivência, ponto de partida para a camaradagem indispensável da união destes dois grupos de trabalhadores...».
Desta convivência resultou uma alteração comportamental dos três jovens gaibéus que, através da convivência com os jovens proletários ribatejanos, «...tinham perdido todo o (seu) passado», ou seja, a mentalidade de pequenos proprietários do norte e a de escravos a Sul.

O neo-realismo

A palavra «Neo-Realista» foi uma invenção semântica para rotular a corrente literária que, em bom português, devia ter sido designada de «Realismo Socialista». Isto porque, em Portugal, existia um governo fascista que obrigava os autores de vários estudos e artigos a utilizarem uma linguagem cifrada levando, em alguns casos, a transformar o nome de Karl Marx em Carlos Marques, porque se não o fizessem incorriam o risco da prisão. A expressão Neo-Realista foi, pois, um nome de código para proteger quem temendo falar de Karl Marx, ou mesmo de Carlos Marques referia, ludibriando a censura, nem um, nem outro, mas sim «o autor dos Manuscritos de 1844».
O Movimento Neo-Realista nascido, formalmente, em Dezembro de 1939, aquando da publicação de Gaibéus teve, como todas as coisas novas, antecedentes, (pelo menos desde 1935) porque o novo não nasce do nada, nasce, muitas vezes em verdadeira explosão, de situações acumuladas pré-existentes. O Neo-Realismo (aqui apenas tratado na sua vertente literária), parafraseando, APT, «admite como pressuposto ideológico, o socialismo de inspiração Marxista-Leninista», o que significa um corte com todas as correntes literárias anteriores, embora, convém dizer, nem todos os escritores ligados ao movimento tenham estado ligados ou militado no PCP.
Esta posição está em perfeita sintonia com a de um outro grande ideólogo do neo-realismo, Mário Dionísio que, em 1945, referia: «Para o neo-realista, não se trata de copiar a natureza, como o Naturalismo pretendeu, nem de interpretá-la, como tem feito com tanto êxito o Modernismo, mas de transformá-la. Os neo-realistas pensam que os indivíduos são um produto do meio mas que, por sua vez, esse meio é, em grande parte, produto das suas mãos. Por isso mesmo o Neo-Realismo (cujo nome é considerado deficiente mas aceite por de momento ser impossível encontrar-lhe outro mais feliz) não se limita ao velho conceito de objectividade» ou seja, repetindo mais uma vez Mário Dionísio, o que importava era, no sub-entendido da transformação da natureza, transformar, de facto, as relações sociais.
Já atrás referimos, no âmbito da actividade unitária, a importância politica do 7.º Congresso da Internacional Comunista.
Convém, por isso, referir Álvaro Cunhal que, em 27/2/1938, segundo APT, foi o autor do «primeiro artigo a aparecer na imprensa literária portuguesa a defender a palavra ideologia».
Posteriormente, Álvaro Cunhal, numa famosa polémica travada a propósito da postura de José Régio escreve em, 27/5/1939, o seguinte:
«A única diferença entre estes artistas (aqueles que se inseriam na nova escola literária que iria dar ao Neo-Realismo) e os artistas solitários é que, enquanto a obcecação destes é o próprio umbigo, a daqueles é a sorte da humanidade. Mas, quer uns quer outros, põem naturalmente a arte ao serviço de qualquer coisa: nuns, esse qualquer coisa é a vida de milhões de seres, noutros, esse qualquer coisa é o próprio umbigo»
No mesmo artigo Álvaro Cunhal sublinha «que a literatura não é política nem sociologia e que a arte literária não é propaganda. Mas não é menos verdade transparente que toda a obra literária – voluntária ou involuntariamente – exprime uma posição política e social e que toda ela faz propaganda seja do que for (inclusivamente do próprio umbigo). Simplesmente, há quem prefira, pelas razões atrás expostas, as obras literárias que exprimem determinada posição política e social às obras literárias que exprimem outra posição política e social».
Embora Álvaro Cunhal tenha sido bastante crítico em relação ao conteúdo poético da obra de José Régio, não deixa de o considerar «um dos mais poderosos e capazes poetas portugueses contemporâneos – quanto ao potencial e capacidade de expressão».
Ao mesmo tempo que Álvaro Cunhal elogiava a qualidade literária de «Encruzilhadas de Deus», publicada em 1936, não deixava de concluir:
«Não interessa o homem isolado dos efeitos das suas acções. Para os homens que se gladiam na encruzilhada, um homem interessa ou vale na medida em que os acompanha na dor, na luta e na esperança».
Passados poucos meses após Álvaro Cunhal ter referido tais conceitos nasce, oficialmente, o Neo-Realismo através de Gaibéus. Em 1940, Manuel da Fonseca, em Rosa dos Ventos, proclama:

«...eu podia destruir esta civilização capitalista que inventou o domingo.
E esta era uma das coisas mais belas
que um homem podia fazer na vida!»


No ano seguinte é publicado Esteiros, obra dedicada «para os filhos dos homens que nunca foram meninos». Outras belas obras de outros importantes autores se seguiram.
Mário Sacramento, na obra em que estudou a produção de Fernando Namora, inventaria, apenas na 1.ª fase do movimento, na década de quarenta, trinta e seis autores neo-realistas que produziram algumas centenas de livros, quer em prosa, quer em poesia, quer, ainda, sob a forma de artigos de estudo, opinião e reflexão.
Nas décadas seguintes outros tantos autores engrandeceram, inseridos no mesmo Movimento, a nossa Literatura.
Quantos de nós não teve, como ponto de partida, para chegarmos onde chegámos, muitos desses livros neo-realistas?
Quem é que, a título de mero exemplo, não compreendeu a realidade trágica do Alentejo, sob o domínio dos latifundiários, através da leitura dessa obra clássica que é a Seara de Vento?
Por isso, no limiar do século XXI tem toda a validade parafrasear APT declarando que, repensar em 2009, o Neo-Realismo, passados 70 anos do seu nascimento, corresponde, por força da História, a ter de reiterá-lo.
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Fontes:
Gaibéus, Alves Redol, 1.ª edição, 1939
O PCP e o VII Congresso da Internacional Comunista, Edições Avante, 1985
Álvaro Cunhal – Obras Escolhidas, I Tomo, Edições Avante, 2007
O Neo-Realismo Literário Português, Alexandre Pinheiro Torres, Moraes Editores, 1977
O Movimento Neo-Realista em Portugal na sua primeira fase, Alexandre Pinheiro Torres, 1977
Os Romances de Alves Redol, Alexandre Pinheiro Torres, Moraes Editores, 1979
Alves Redol, «A Obra e o Homem», Álvaro Salema, Editora Arcádia, 1980
Fernando Namora, «A obra e o Homem», Mário Sacramento, Editora Arcádia, 1967


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